sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Saudade amiga.

...visto-me de saudade sempre que vejo-a passar. passa, saudade... pode passar. Abro os meus braços, abro até os caminhos para que passe sem demora, sem contra-tempos. Não me negue este prazer... então, passe, e deixe-me aqui com tua presença e tua ausência. Prefiro viver na leveza de cada momento do que não tê-los. Saudade, amiga minha, não quero-te eternamente ao meu lado (não me leve a mal), porém sei que estás comigo até quando não quero... mesmo assim, obrigada por tudo, saudade! Lembre-se que será bem-vinda quando for em boa hora. E vá logo embora, sem hesitar, quando alguém por teu nome chamar em outro lugar. Saudade, ouça bem o que digo: juro que te matarei a qualquer instante (!)... pode esperar, se quiser.

domingo, 3 de agosto de 2008

Destilando o delírio

Ó, mundo, vasto mundo...
se meu nome fosse Raimunda
seria outra rima,
e não uma resposta.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Delírio à vista!

Blogue querido,

Esse delírio não é um delírio qualquer jogado ao vento, navegando entre os blogues da cibercultura. Esse delírio basicamente é um sinal de vida, um sinal meu para ti, meu blogue, que acredita ser o desgarrado do rebanho. Quero que saiba que isso não é verdade. Por isso, peço a ti, Blogue querido, que não se desespere com a minha ausência, estou aqui até quando não conecto. Tu não eis a ovelha negra dos blogues, eis especial para mim. Sim, especial! Garanto-lhe que de todos os outros blogues (e derivados) que tive... tu eis o mais amado. Não preciso fazer juras nem firmar laços de amor eterno contigo, não há razão e motivos para isso... minha palavra basta, acredite nelas.
E assim, como um tal de Pedro um dia gritou para um certo povo "Fico", eu digo, também; ficarei ao teu lado. Tenha certeza que será eterno enquanto durar, mesmo que essa eternidade nos proporcione apenas alguns momentos, mas tenha certeza que esses momentos terão uma carga de tamanha intensidade que jamais serão esquecidos.

Um grande abraço cheio de afeto de sua companheira de delírios, Carol.

P.S.: Estou ao teu lado, Blogue querido.

quinta-feira, 13 de março de 2008

REVOLVERE

Tudo tem um começo, e não seria diferente dessa vez...

Bem, realmente não sei o que me levou a fazer essa página - bem normal isso para mim -, mas não preciso de uma definição, de porque, de um motivo ou qualquer outra coisa. E acredite que motivos e porquês é o que mais tenho, principalmente quando a intenção é falar sobre algo que amo tanto: cinema.
Poderia fazer uma breve introdução contando como surgiu essa paixão avassaladora pela sétima arte, mas acho que cinema é tão inerente a mim (não uma exclusividade) e emociona-me tanto que com certeza conseguiria arrancar lágrimas de quem lê essas linhas mal feitas.
Mas, acredito que realmente deveria contar-lhes essa história, apesar de achar bem provável que pouquíssimas pessoas irão ler (para não dizer ninguém), pois tenho tanto carinho pelos sinais que recebi e recebo ao longo de minha vida, mostrando e remostrando que meu caminho está na arte, sétima arte, no cinema. Acho lindo tudo... desde minha infância assistindo filme até de madrugada, locando VHS quase todo dia enchendo o saco do papai e da mamãe, é mágico relembrar disso. Aí fui crescendo e crescendo... ir ao cinema, assistir um filme passou a ser uma necessidade beeeem maior, um vicio. Até o trailer era imperdível... fazia parte de todo aquele mundo, como se fosse uma preparação, um aquecimento para tudo que viria em seguida, guardava o bilhete do cinema e tudo (uma mania que até hoje tenho). E vai crescendo, e vai a procura dos clássicos consagrados, e começa a preferir assistir um drama do que filme de terror... o gosto mudando e mais encanto. A gente cresce mais um pouquinho e passa horas assistindo filmes, apaixonando-se pelas histórias, começa a perceber como a fotografia é genial, os ângulos belos e bem bolados, as atuações surpreendentes, os detalhes impecáveis... tudo é tão ideal no cinema. Puro esplendor. E, também, há os filmes que nos deixa chocados, assustados, apavorados. Outros que a gente enche a boca pra dizer "que filme ruim!!!", e olha que ainda sou da teoria que não existe filme ruim, geralmente a gente é que não entende, só que tem alguns filmes.... deixa pra lá.
A paixão é tanta, o amor é tanto, o encantamento é tanto que a mesma vontade de ver foi fazendo nascer e crescer mais e mais a vontade de fazer parte desse mundo, de construir histórias que seriam lembradas, frases que seriam repetidas, cenas que ficariam marcadas na memória. Quero ser cineasta, e disso não tenho dúvida.