sábado, 28 de janeiro de 2017

dentro

ali.


quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

ali.

tudo ali, nada te tenho. o risco risca. 
a estrada fica onde eu não estou também. 
previ, prevejo, vejo e me mantenho em silencio. 
o primeiro a esquecer é o mais feliz. 
o primeiro a perdoar é o mais corajoso -
sei que covarde fui tantas vezes - 
tudo ali, nada te tive.
nada.
agora sei que entende a diferença.
leveza.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

agora

a vida é um sopro de saudade
das declarações que não fizemos,
daquelas que não nos fizeram.

a vida é sopro, antes tudo, antes saudade, antes nada.
um ciclo que se molda em coisas que não nos damos,
em gestos que não trocamos, antes só feito quando
se tinha o antes.

dificil antes notar a diferença.
dificil era o antes.
fácil é pura beleza
advinda de poesia.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

luar.

- por que amanhece?

- talvez a noite seja aquilo que a madrugada não lembra.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

o giro.


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Eu vivo esse transe. Num instante sou veneno em outro a cura. Passos, pés, pegadas, marcas pelo caminho em giro de flor. Sei que quase nunca nada faz sentido ou tudo se reverte do que nada pode ser enquanto outra vida desperta numa vista tranquila. Existem provérbios que não leio, existem razões que não escuto e desejos que nego perante todos. Vivo em disritmia, onde prevejo o beijo esquecido e as mãos não dadas, onde anseio pelo que não chegou e nem tem sinal de vir. É como uma ciranda onde não conheço a nota, apenas toco por dedicação passada. Enquanto a toco, sei de cor, mas se me perguntam nem sei como se anuncia, que nota seria essa ou aquela, por onde começa, por onde caminha e termina.

domingo, 8 de janeiro de 2017

janeiro

antes de tudo, isso não é um poema.

"Amanheço do último dia de dezembro" essa frase martela como um relógio em meu pensamento. Talvez seja apenas uma metáfora para o passado ou sobre novos começos. E hoje, depois de dezembro, admiro mais meus amigos que estão ao meu lado, a mim mesmo, a minha família.
Passamos tanto tempo querendo entender porque não nos dizem eu te amo, não há elogios da boca de quem nos amou, em vez de fazermos o que o coração recebe até em nossos silencios: doe amor. Chame de linda, maravilhosa, tenha amor e carinho. Demonstre, se mostre. O silêncio é o tormento da fala, não quem você é. Amor é escolha. Demonstre afeto, mostre que o afeto afeta da forma mais bela.
Somos passageiros, logo mais, não há mais. Existem tempestades, existem tormentas, existe força, esperança e harmonia. Nada se anula na gente sem um efeito, nada que vivemos não é escolha, talvez sorte. A vida é essa tanta coisa que sentimos em um mundo sem sentido e sedento por ela. O mundo é uma surpresa, boa ou ruim é como fotografia revelada sob a luz vermelha. É uma ideia do que capturamos com a surpreendente revelação de que o belo é uma questão abstrata de conceito e regras que não se aplicam pra gente.