segunda-feira, 30 de junho de 2014

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tenho medo.

tenho medo de minha memória
do cadaço que não amarrei
do carinho que já não tenho
do seu riso que não ouço.

tenho medo de sentir frio
de esquecer de um pensamento
de saber que não faço falta
e me surpreender de também não sentir.

tenho andado sem surpresas.
o solo sob os meus pés me fazem caminhar, 

pois a promessa é caminho de oasis e redemoinhos.

sou a montanha em uma neve que nunca vi.
sou seu retrato que não roubei. 

Sou a que sente saudade, 

mas que também aprendeu a silenciar.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

not done yet.

não existe uma canção que compreenda mais minha insistência do que essa. a letra diz cada pensamento meu.

It's hard for me when I... think about the things I've never been
They keep coming back again like they got something to prove
I love my memories, but they are awake, controlling me at times
And I'm so lost without you
Yeah, yeah

And I can't get far from it
And from what went wrong
And I know it's stupid
Cause its been so long
The far that I get away
The more that I hold on
It's just this feeling I get
It's like I'm not done yet

"talvez o amor seja isso: resistência."
- Dexter Morgan.


ou talvez seja deixar ir...

segunda-feira, 16 de junho de 2014

O.K.

Quando me calo é quando sinto mais saudade. Vem desejo de fala, que fala: toque.
Conto a mim mesma que tudo é passagem, que tudo passa como as águas de qualquer rio.
Só que a minha verdade é represa, flui e fornece energia para o que guardo.
Afundo, afogo, você me resgata com um sorriso, um olá e me basta.
Sou terra e céu, sou sua. E não sou. E é pra mim o que não sei se será.
Minha vida é secreta aos teus encantos, me encanto, novamente, de novo e toda vez. Em suas mãos, tem meu mapa. Só você sabe o caminho e o que encontrar.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

h ar mon i

A primeira vez que senti que te amava eu estava dormindo e você foi me acordar.
De forma suave, fez um carinho, me colocou no colo, senti seu olhar bobo em minha preguiça, e me beijou.
Abri os olhos sentindo borboletas e dragões no estômago. Sim, dragões... era tudo tão quente e suave, tão certo. Meu coração oscilava entre disparos e calmarias. Amor...
Foi um gesto que até hoje suspiro ao lembrar...
- Sentiu isso? - perguntei.
E você, da forma mais bela e inesperada possível, respondeu:
- Eu sinto isso todos os dias.