domingo, 22 de dezembro de 2013

O teu abraço...

É diferente.
O mundo move
E o coração acelera

Dispara. 
Sou um trem bala quando sinto os seus trilhos.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

sonho.

De onde vi os sonhos
Vejo a noite tão clara
Que ilumina mais que manhã de dezembro.

De onde vem o que sonho
Eu não acordo e perambulo
Na fé de chegar ao teu encontro
Em uma noite mais quente que o dia
Em uma esfera mais perto de quem somos.

De onde venho, há sonhos que vi
Há sonhos que vem e ficam,
Outros partem
Ou amadurecem,
trocam-se.


Esquecer um sonho é largar um pedaço da alma.

(Aó)

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

tudo e nada

de onde tinha tudo,
hoje não se vê nada.

só história apagada pelo vento
pelo tempo que não retorna
nem sonha mais com regresso.

a palavra agora já não é mais doce,
a postura é diferente
na defesa me vejo,
na defesa você se poe de volta.

nem mais um olhar é nosso
nem mais uma vez.

onde tinha tudo,
ficou um nada tão grande
que mal cabe em mim

parece miragem de um oasis só meu e de mais ninguém.

vago no deserto do que foi,
no vazio que você deixou
e no espaço que em mim ficou 

"Acabou" - foram as palavras suas
e eu só parei com a insistência de te contrariar.

sábado, 26 de outubro de 2013

congelado

fria.
mais que o ártico.


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Mudo


E silencia.
E me faz silenciar.


No silêncio não sei mais o que sei
De quem eu era antes.


E me vejo em silêncio
tentando desvendar seu paradeiro
Invadir sua rotina, em silêncio.


Escondo-me em linhas
que não enxerga,
Onde nem ouço o som
da minha própria voz...


E as únicas palavras que penso
são as que não posso dizer.


Silencio,
E a consequência é o meu estado.

Espaço dado.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

nova nota de rodapé

Em uma nova nota ninguém nota a diferença entre o que é e o que era.
O tempo tem dito em silêncio cada neblina antiga que faz seguir a vida em um sentido distante.
A vista antiga, antes vista, se embaça e agora some sem deixar vestígio de um instante, de um desejo apagado pelos erros de outrora.
Também não sou mais quem eu costumava ser, sou distante e inconstante e não há mais nenhum gesto que reconheço desse impulso antigo.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

tardiamente

Tudo que foi embora não é mais minha morada, é morada do tempo onde encontro abrigo sobre minhas memórias passadas.

sábado, 12 de outubro de 2013

você sente falta,
eu sinto saudades.


é diferente.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

amor fati.

sobre canção que não foi pra mim.

Pode chamar de destino, coincidência ou algo parecido, mas a vida mostra os caminhos que se bifurcam, que se cruzam. 
Uma jornada perto e distante, sensorial e transcendental... uma conexão interestelar capaz de fazer com que um trecho de uma canção transformada em nota de 1 de junho seja a mesma nota de outro alguém no dia de hoje. 

Associação por indução do meu pensamento ou pela natureza das coisas? É isso que tem para hoje...

Como a vida é...

um dom que tenho em mim.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

pandora


Abro pandora.

O primeiro pedaço de papel que me deparo é o último seu. Pandora está aberta, desvendada... leio o bilhete e me impressiono com a força que tem, o poder de resgate e memória.
Ler o bilhete é como se estivesse te lendo por alguns instantes, a notar o quanto lhe corta um adeus e como um sorriso te traz de volta. Eram tantas palavras, despedidas, declarações e cargas em um bilhete...

Leio adeus e saudade. Ficou o adeus.

Pandora está aberta, já afundei o bilhete. 
Pandora agora está no fundo do meu peito, não mais no fundo do guarda-roupa.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

paralelo

nas entrelinhas do que não escrevo há mais poesia do que Pessoa...

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

do receio de ir e outras voltas.

no dia que me vi no mundo não quis mais sair dele.
descobri que meu lar era em qualquer canto.
talvez por isso o espanto:

o desapego de nao ter chave da porta de casa.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

...

... como praga.          

Às vezes, culpa é nunca.

terça-feira, 9 de julho de 2013

se...

se um dia foi isso,
amanhã não é mais aquilo.

sábado, 6 de julho de 2013

farol.

e respirar parecia tão fácil da primeira vez
agora me sufoco em palavras,
em tudo que não te disse,
em tudo que deixei de te dizer.

a vontade que deixei passar,
o beijo que não pude dar...
todas vieram de você,

e eu quis te dar cada coisa,
cada pedaço do meu afeto
um tantinho de tudo em meio a tanto nada.

queria ser seu sorriso
e de mim não queria mais nada,
apenas amar, amar armando
e sendo amada pela madrugada.

não se pede.

até as canções na radio sabem o quanto gosto e me entregam sem querer.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

saíba.

saíba que eu não sei direito
andar em seu caminho 
sem estar nele.

(Aó)
- obrigada!

- por que?

- porque eu ouço as canções e vejo que já vivi isso.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

...

e me dá uma saudade dessa coisa de pele.

(Aó)

quinta-feira, 18 de abril de 2013

e foi...


você largou de mim...
e levou contigo na mala
toda a poesia que em mim já não cabia mais.





terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Página 39


Eu penso,
Por não ter outra forma de te dizer o que sinto.
Rabisco a página 39 do roteiro
Como se fosse um sussurro em teu ouvido.
Desejo que ouça este grito silencioso do meu peito,
Que deixa o meu lugar como seu
E faz com que eu não diga mais nenhuma palavra em voz alta.

(Carol Aó)

*o primeiro poema.