quinta-feira, 23 de abril de 2009

A Ideia

A ideia tinha formas, cores e cheiros.
E eu em minha sapiência quase
Não há deixo se comunicar.

Uma ideia abstrata concreta
Cutucava-me na cama
E dizia-me:
- Anda! Pegue uma caneta e deixe-me sair, quero liberdade.

Tentei lutar contra ela,
afinal, naquele momento, o sono
Seduzia-me com seus bocejos.

Mas não fui vencida pelo cansaço
E com a luz do celular
Procuro loucamente uma caneta,
Um lápis, um pedaço de carvão,
Sei lá, qualquer coisa que tinha a finalidade da escrita.

E a ideia, impaciente, reclamava:
- Vamos. Mais depressa, senão esqueço de mim. Esqueço a ideia!
Então, começou a gritar em minha mente,
Repetia-se para não esquecer
Como se fosse um disco arranhado.

Quando ela viu o papel
E a bendita caneta em minha mão
Formaram-se letras de alegria,
Com uma luz forte na ponta dos meus dedos,
Por estar a transcrever quem era ela:
Uma ideia agitada sobre a ideia de ter uma ideia na hora de dormir.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Cartola - Preciso Me Encontrar

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar
Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar...

Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver...

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar
Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Depois que me encontrar...

Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver...

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar...

Deixe-me ir preciso andar
Vou por aí a procurar
Sorrir prá não chorar
Deixe-me ir preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar...