dos toques mínimos
que se tem um grande amor.
(Carol Aó)
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
dois pontos
E quando vi a lua
queria te dizer
outra coisa...
Outra coisa não
por erro na palavra,
mas pelo silêncio das
outras que queria dizer.
A lua apareceu...
eu te vi na lua,
mas não falei.
Calei palavra,
calei lua,
calei até o que não lembro.
(Carol Aó)
queria te dizer
outra coisa...
Outra coisa não
por erro na palavra,
mas pelo silêncio das
outras que queria dizer.
A lua apareceu...
eu te vi na lua,
mas não falei.
Calei palavra,
calei lua,
calei até o que não lembro.
(Carol Aó)
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
no intervalo.
No meio do tempo,
em seus beijos,
minha rima tem
som de oceano.
No meio onde fica tudo,
no paraíso diurno que
só a noite pode me dar.
Em seus suspiros,
meu delírio,
o jeito bom de
se gostar.
Em seu abraço
sou forte, fraco,
alegre, triste,
e dançante...
tudo ao mesmo tempo.
Sou balanço em seu corpo,
sou canção de ninar
você perto de mim.
(Carol Aó)
em seus beijos,
minha rima tem
som de oceano.
No meio onde fica tudo,
no paraíso diurno que
só a noite pode me dar.
Em seus suspiros,
meu delírio,
o jeito bom de
se gostar.
Em seu abraço
sou forte, fraco,
alegre, triste,
e dançante...
tudo ao mesmo tempo.
Sou balanço em seu corpo,
sou canção de ninar
você perto de mim.
(Carol Aó)
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
no antes.
No silêncio, no escuro,
onde você não está,
te procuro como
uma luz que emana
de um velho companheiro.
Cavo espaços, tomo direções
e notas de acordes tortos
que no ar se propaga
como as palavras que
eu não dizia...
te procuro como
uma luz que emana
de um velho companheiro.
Cavo espaços, tomo direções
e notas de acordes tortos
que no ar se propaga
como as palavras que
eu não dizia...
comigo. fica.
(Carol Aó)
(Carol Aó)
terça-feira, 1 de novembro de 2011
o ponto.
De todas as vezes que senti,
essa também deixei....
Deixei minhas mãos não te tocarem,
os meus braços não te seguirem,
a minha boca não procurar tua nuca.
Neguei meu olfato.
Deixei...
e de minha deixa saltei os teus pés
de uma vida que não era minha.
Amanheci diferente,
como se a noite não pudesse
ter me dado nada, mas
surpreendentemente me deu tudo.
Cada voz em silêncio repetia "Deixe!"
e eu as ouvi, pela primeira vez,
como surdo desesperado pelo som.
Pela solidão de qualquer resposta
é nesse meio que me disperso,
deixo que seja passagem
tudo que foi chegada.
Não penso nas perguntas que já fiz,
nas feridas que causei
e nas que ainda ardem em mim.
Foi embora o que mais quis lembrar,
deixo passar pelo bem de quem?
Aos amores que não foram,
aos amantes do sentir...
aviso que deixo!
Pois não posso ser outra palavra.
Aos sonhadores, eu deixo
as palavras de um final feliz
feito apenas no papel;
o único lugar onde posso
escolher não deixar.
(Carol Aó)
essa também deixei....
Deixei minhas mãos não te tocarem,
os meus braços não te seguirem,
a minha boca não procurar tua nuca.
Neguei meu olfato.
Deixei...
e de minha deixa saltei os teus pés
de uma vida que não era minha.
Amanheci diferente,
como se a noite não pudesse
ter me dado nada, mas
surpreendentemente me deu tudo.
Cada voz em silêncio repetia "Deixe!"
e eu as ouvi, pela primeira vez,
como surdo desesperado pelo som.
Pela solidão de qualquer resposta
é nesse meio que me disperso,
deixo que seja passagem
tudo que foi chegada.
Não penso nas perguntas que já fiz,
nas feridas que causei
e nas que ainda ardem em mim.
Foi embora o que mais quis lembrar,
deixo passar pelo bem de quem?
Aos amores que não foram,
aos amantes do sentir...
aviso que deixo!
Pois não posso ser outra palavra.
Aos sonhadores, eu deixo
as palavras de um final feliz
feito apenas no papel;
o único lugar onde posso
escolher não deixar.
(Carol Aó)
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