sábado, 26 de outubro de 2013

congelado

fria.
mais que o ártico.


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Mudo


E silencia.
E me faz silenciar.


No silêncio não sei mais o que sei
De quem eu era antes.


E me vejo em silêncio
tentando desvendar seu paradeiro
Invadir sua rotina, em silêncio.


Escondo-me em linhas
que não enxerga,
Onde nem ouço o som
da minha própria voz...


E as únicas palavras que penso
são as que não posso dizer.


Silencio,
E a consequência é o meu estado.

Espaço dado.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

nova nota de rodapé

Em uma nova nota ninguém nota a diferença entre o que é e o que era.
O tempo tem dito em silêncio cada neblina antiga que faz seguir a vida em um sentido distante.
A vista antiga, antes vista, se embaça e agora some sem deixar vestígio de um instante, de um desejo apagado pelos erros de outrora.
Também não sou mais quem eu costumava ser, sou distante e inconstante e não há mais nenhum gesto que reconheço desse impulso antigo.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

tardiamente

Tudo que foi embora não é mais minha morada, é morada do tempo onde encontro abrigo sobre minhas memórias passadas.

sábado, 12 de outubro de 2013

você sente falta,
eu sinto saudades.


é diferente.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

amor fati.

sobre canção que não foi pra mim.

Pode chamar de destino, coincidência ou algo parecido, mas a vida mostra os caminhos que se bifurcam, que se cruzam. 
Uma jornada perto e distante, sensorial e transcendental... uma conexão interestelar capaz de fazer com que um trecho de uma canção transformada em nota de 1 de junho seja a mesma nota de outro alguém no dia de hoje. 

Associação por indução do meu pensamento ou pela natureza das coisas? É isso que tem para hoje...

Como a vida é...

um dom que tenho em mim.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

pandora


Abro pandora.

O primeiro pedaço de papel que me deparo é o último seu. Pandora está aberta, desvendada... leio o bilhete e me impressiono com a força que tem, o poder de resgate e memória.
Ler o bilhete é como se estivesse te lendo por alguns instantes, a notar o quanto lhe corta um adeus e como um sorriso te traz de volta. Eram tantas palavras, despedidas, declarações e cargas em um bilhete...

Leio adeus e saudade. Ficou o adeus.

Pandora está aberta, já afundei o bilhete. 
Pandora agora está no fundo do meu peito, não mais no fundo do guarda-roupa.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

paralelo

nas entrelinhas do que não escrevo há mais poesia do que Pessoa...