sábado, 12 de dezembro de 2009

Devaneio

Tenho sonhos demais pra não ter sede
Pra não querer o pão
E mudar toda vez a vida.

- Está disposto a ter novos olhos?
Perguntou a dona das maravilhas.
- A alma não pode ser pequena. – insistiu.

Podemos ser infinitos
Até quando não é pra sermos.

A gente se desenha na areia,
Molha o pé em outras marés
Brinca de viver.

Faça acontecer o que quiser,
Mas que seja forte
Pela sua grandeza de ser palavra.
Prefiro vê-lo na loucura com seus devaneios
E sendo quem é.

Eu deveria ser igual ao Borboleta.

Pode ser que eu atravesse o rio
E deixe o virtual de lado
Por querer o real também
Pois sonhar acordado
É o maior sonho que já existiu.

(Carol Aó)