segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

no toque.

Minhas mãos sem freio
te correm em cada pedaço,
sabem ao certo o quão
parece errado te tocar.

Por isso corre,
como se não houvesse
outra chance, senão agora.

(Carol Aó)

sábado, 10 de dezembro de 2011

Reencontro

Tem coisa mais linda do que sorriso de reencontro?

Reencontro é quando eu sorrio e te vejo,
não importa o tempo.
Você me vê, eu te vejo,
a gente se olha, se troca
e sorri pelas razões mais diversas;

pela saudade e pela felicidade de
estarmos nos vendo de novo.
Novamente.
Como é bom.

Sorrir pelo seu sorriso quando
te vi e me viu de volta.
Aquela troca de um mesmo mundo.

Mundo igual que se reencontra,
se completa; que ri com o olhar,
que suspira pelos encantos
que nos lançamos.

(Carol Aó)

11.10.2011

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

¨¨

Onde andará meu coração
a não ser em seus passos?

(Carol Aó)

sábado, 3 de dezembro de 2011

noutro mês

Ao certo não saber
ser de outra forma,
a não ser aquela que
te ama e te espera
falar nenhuma palavra.


Tristeza nos versos, 
força nas canções, 
me alimento de música
e nela procuro abrigo
pra te encontrar 
em seguida.

(Carol Aó)

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

°°

dos toques mínimos
que se tem um grande amor.

(Carol Aó)

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

dois pontos

E quando vi a lua
queria te dizer
outra coisa...

Outra coisa não
por erro na palavra,
mas pelo silêncio das
outras que queria dizer.

A lua apareceu...
eu te vi na lua,
mas não falei.

Calei palavra,
calei lua,
calei até o que não lembro.

(Carol Aó)

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

no intervalo.

No meio do tempo,
em seus beijos,
minha rima tem
som de oceano.

No meio onde fica tudo,
no paraíso diurno que
só a noite pode me dar.

Em seus suspiros,
meu delírio,
o jeito bom de
se gostar.

Em seu abraço
sou forte, fraco,
alegre, triste,
e dançante...
tudo ao mesmo tempo.

Sou balanço em seu corpo,
sou canção de ninar
você perto de mim.

(Carol Aó)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

no antes.

No silêncio, no escuro,
onde você não está,
te procuro como
uma luz que emana
de um velho companheiro.

Cavo espaços, tomo direções
e notas de acordes tortos
que no ar se propaga
como as palavras que
eu não dizia...
comigo. fica.

(Carol Aó)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

o ponto.

De todas as vezes que senti,
essa também deixei....

Deixei minhas mãos não te tocarem,
os meus braços não te seguirem,
a minha boca não procurar tua nuca.

Neguei meu olfato.

Deixei...
e de minha deixa saltei os teus pés
de uma vida que não era minha.

Amanheci diferente,
como se a noite não pudesse
ter me dado nada, mas
surpreendentemente me deu tudo.

Cada voz em silêncio repetia "Deixe!"
e eu as ouvi, pela primeira vez,
como surdo desesperado pelo som.

Pela solidão de qualquer resposta
é nesse meio que me disperso,
deixo que seja passagem
tudo que foi chegada.

Não penso nas perguntas que já fiz,
nas feridas que causei
e nas que ainda ardem em mim.

Foi embora o que mais quis lembrar,
deixo passar pelo bem de quem?

Aos amores que não foram,
aos amantes do sentir...
aviso que deixo!
Pois não posso ser outra palavra.

Aos sonhadores, eu deixo
as palavras de um final feliz
feito apenas no papel;
o único lugar onde posso
escolher não deixar.


(Carol Aó)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

.

Se passo correndo...

ainda
ando
ao
teu lado.

(Carol Aó)

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

uma espécie de ponto.


A saudade que sinto perdeu suas palavras
Deixou seu exílio
Rimou outro verso.

Se lançou ao mar
Bebeu o oceano
Olhou pro céu
Amanheceu na lua.

Viu nascer o começo
E agora deságua
por uma certeza que não queria.

(Carol Aó)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

o real.

Não lembre de nada.
O que adiantar escrever uma canção que não é cantada?

As portas abertas não abrem
E o desejo perdido grita regresso.

Grita amor.
Grita teu nome na canção que não posso tocar.

(Carol Aó)

sábado, 8 de outubro de 2011

Mudar

A mudança vem,
chega sem avisar.
Não bate na porta,
nem pedi licença...

Mudei.

Dexei-me mudar...
por querer ser mais
do que um talvez,
ou talvez,
mudei por algo
que ainda não
reconheço o nome.

(Carol Aó)

Vírgula

E qual instante não se perde quando te vejo?

Nas minhas mãos, calafrios;
mãos inquietas,
soltas,
presas pela necessidade.

Digo não a cada ato
e mergulho em uma casa sem esquina.

Eu não deveria sorrir do mesmo jeito.

Mas tudo bem, agora estou do seu lado
e não me parece um erro sentir o meu sorriso.

(Carol Aó)

domingo, 25 de setembro de 2011

2509

Eu sinto a vontade
de rimar nos teus versos
e escrever a poesia
que guarda em ti.


(Carol Aó)

terça-feira, 6 de setembro de 2011

...difusa

De minhas ruas vazias
meu coração em teu colo
em plena certeza de boa morada.

Entreguei-te meu pão
e meu juízo para que
fizesse banquete de nós
em qualquer canto.

Entreguei-te minhas dores
e minha gíria para que
pudesse traduzir meus gestos
e trazer uma outra vida de volta.



(Carol Aó)