Lembro do feijão preto.
O pé-de-feijão preto com o gigante na colina.
Pessoas confundem as histórias,
não sabem o que é fantasia.
Faz o feliz ser só no final
E depois fim.
Sobem as letras de um conto
Contente de uma estranha atriz.
Peguei o feijão colorido,
também lembro dele,
e fiz meu jardim
Secreto e sem mistério.
Convidei o velho Nero
Pra gravar o que dizia.
Foram tantos risos,
Ouvidos, todos para mim.
Deparei-me ali com um prazer
repentino, descoberto sem querer.
A dona da cartola do palhaço,
A risada do coelho,
o gigante de Alice,
o sapato perdido da chapeuzinho,
a maça não mordida.
Fiz-me contador de histórias...
o dono da carochinha.
O poeta sem nexo
Na hora do truque.
O espetáculo de platéia oculta,
Curta temporada.
Um curta.
1 comentário:
Gostei do texto, boa idéia!!!!
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