Abro pandora.
O primeiro pedaço de papel que me deparo é o último seu. Pandora está aberta, desvendada... leio o bilhete e me impressiono com a força que tem, o poder de resgate e memória.
Ler o bilhete é como se estivesse te lendo por alguns instantes, a notar o quanto lhe corta um adeus e como um sorriso te traz de volta. Eram tantas palavras, despedidas, declarações e cargas em um bilhete...
Leio adeus e saudade. Ficou o adeus.
Pandora está aberta, já afundei o bilhete.
Pandora agora está no fundo do meu peito, não mais no fundo do guarda-roupa.
Pandora agora está no fundo do meu peito, não mais no fundo do guarda-roupa.
Sem comentários:
Enviar um comentário