terça-feira, 8 de outubro de 2013

pandora


Abro pandora.

O primeiro pedaço de papel que me deparo é o último seu. Pandora está aberta, desvendada... leio o bilhete e me impressiono com a força que tem, o poder de resgate e memória.
Ler o bilhete é como se estivesse te lendo por alguns instantes, a notar o quanto lhe corta um adeus e como um sorriso te traz de volta. Eram tantas palavras, despedidas, declarações e cargas em um bilhete...

Leio adeus e saudade. Ficou o adeus.

Pandora está aberta, já afundei o bilhete. 
Pandora agora está no fundo do meu peito, não mais no fundo do guarda-roupa.

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