Quem me dera a insegurança
presa por um crime.
Não direi que olhei para o alto
e não vi os sapos chorarem...
Caminhei naquela manhã quente,
abafada e fria de sentido.
Uma chuva fina misturava-se
com o crepúsculo do dia.
Na vivacidade das avenidas
que andei, dos carros que vi passar...
eu também passei.
E levei comigo imagens vivas
feitas de tristeza e alegria.
Brilha, oh, luz do dia;
venha mostrar a minha morada.
Eu sou como aquela gota d'água
que escorrega, lentamente, na rosa.
Assobio o meu canto feito passarinho
não por ser um canto belo,
mas pela leveza... igual a um voo seguro
de um pássaro imponente.
Eu também sou assim:
abro as asas para conquistar o céu.
(Carol Aó)
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