antes de tudo, isso não é um poema.
"Amanheço do último dia de dezembro" essa frase martela como um relógio em meu pensamento. Talvez seja apenas uma metáfora para o passado ou sobre novos começos. E hoje, depois de dezembro, admiro mais meus amigos que estão ao meu lado, a mim mesmo, a minha família.
Passamos tanto tempo querendo entender porque não nos dizem eu te amo, não há elogios da boca de quem nos amou, em vez de fazermos o que o coração recebe até em nossos silencios: doe amor. Chame de linda, maravilhosa, tenha amor e carinho. Demonstre, se mostre. O silêncio é o tormento da fala, não quem você é. Amor é escolha. Demonstre afeto, mostre que o afeto afeta da forma mais bela.
Somos passageiros, logo mais, não há mais. Existem tempestades, existem tormentas, existe força, esperança e harmonia. Nada se anula na gente sem um efeito, nada que vivemos não é escolha, talvez sorte. A vida é essa tanta coisa que sentimos em um mundo sem sentido e sedento por ela. O mundo é uma surpresa, boa ou ruim é como fotografia revelada sob a luz vermelha. É uma ideia do que capturamos com a surpreendente revelação de que o belo é uma questão abstrata de conceito e regras que não se aplicam pra gente.
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