sábado, 26 de maio de 2018

Ontem.


Ontem das falas, ontem de tudo.

Hoje é do silêncio.
Silêncio sem nome sem endereço.
Silêncio na raiz do segredo, do nada e 
de tudo.

Ontem e hoje. Não há mais nada.
É só livusia desavisada que vem e volta
Em outra geografia.
Lentamente rápido, rapidamente devagar.
Aos segundos, em cada molécula e átomo,
uma explosão entre palavras e rabiscos.
Eu insisto, desisto. E desistir foi novo. Não há espera.
Não entendo palíndromos, formas sem formatos.
Formatação de fronteira em ruas distante da sua casa.

Eu sou miragem.

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