ainda vivo muito com você em mim.
morre tudo. tudo que vivo, tudo que não vejo.
numa sequência sem sentido que me perdi, onde coragem foi silêncio e a vida se desenhou a esses moldes.
entendi no contato recente que seguiu melhor, que entendeu o amor enquanto eu privava o caminho que segui de me ter. estava contigo. tudo não me tinha por inteiro: vazia. sabia sem querer que o amor não era mais minha companhia, já era o amor de outro alguém muito melhor que eu - sentia isso. cavava respostas em imagens estáticas, no que via mesmo sem querer... via um novo mundo. você feliz, aberta, inteira, você de verdade amando aos gritos enquanto antes era só silêncio... e eu, sem direito algum, sofro pela diferença. por tudo que não vi você ser comigo durante tanto tempo. cheia de marcas e traumas que não me deixam seguir completa, mas quero ser completa. quero deixar a tristeza que me acompanha, que não me faz ser sincera e viver o bom que ainda tenho. entendo que não tem conserto o que perdemos. foi isso que entendi no outro dia. foi isso que ouvi e o que disse. tem reparo? me falou pra ter respeito pelo que estou vivendo... estou tentando ter a partir de agora. tratando melhor, fazendo o que você achava desde o princípio que eu era com outro alguém e nunca fui. você se deu uma chance e eu compreendi a plenitude do seu novo amor. avançar dói, mas não tem peso.
meu avanço é recente.
são as coisas que não me permito que mais doem. o que não deixo acontecer por achar que deveria ser com você. e magoei o mundo. o que espera de mim?
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